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Vacinas · Edição 16, p. 24

Outra abordagem nas imunizações dos adultos

As pessoas que hoje têm entre 20 e 60 anos vivem em uma época marcada por importantes mudanças nos calendários de imunização.

Mãos de luvas azuis preparando uma seringa de vacina

As pessoas que hoje têm entre 20 e 60 anos vivem em uma época marcada por importantes mudanças nos calendários de imunização. Aqueles que nasceram no começo deste século, por exemplo, não tiveram acesso, durante a infância, a algumas vacinas que ainda não estavam disponíveis no mercado brasileiro, como as contra varicela, pneumocócicas conjugadas, meningocócica B, rotavírus pentavalente e hepatite A, entre outras.

Já aqueles que nasceram nos últimos 30 anos do século passado foram contemplados com imunizantes que não existiam anteriormente, seguindo calendários bem mais simples do que os atuais. Isso acontece porque a ciência precisa de tempo para acompanhar os resultados das estratégias de imunização, avaliando não apenas a proteção oferecida, mas também sua duração e possíveis efeitos ao longo dos anos.

Esse processo contínuo de avaliação permitiu o desenvolvimento de novas tecnologias e o aprimoramento das formulações existentes. Ao longo do tempo, os estudos passaram a considerar diferentes aspectos, como a redução de efeitos colaterais, a ampliação do período de proteção, a melhoria da resposta imunológica e o desenvolvimento de vias de aplicação mais eficientes.

Entre 2010 e 2015, o cenário brasileiro passou por novas mudanças, com a incorporação de diferentes imunizantes e a ampliação das possibilidades de proteção para a população. Algumas dessas estratégias passaram a contemplar faixas etárias mais amplas, enquanto outras apresentaram custos mais acessíveis, mantendo ou até ampliando sua eficácia. Esse novo cenário também transformou a maneira como os adultos devem ser avaliados em uma sala de vacinas.

Hoje, o primeiro passo é conhecer o histórico de imunização de cada pessoa e verificar se existem condições que possam interferir na resposta do organismo, como comorbidades, tratamentos que alterem as defesas imunológicas ou outras particularidades clínicas.

Por isso, o conhecimento atualizado do profissional que atua em uma sala de vacinas é fundamental para uma abordagem adequada da população adulta. Atualmente, também compreendemos melhor as relações existentes entre jovens e adultos que compartilham diferentes ambientes, como a família, o trabalho e as escolas. Esses fatores precisam ser considerados na construção de um calendário individualizado, capaz de oferecer proteção de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Mais do que seguir um calendário pronto, a imunização do adulto exige uma avaliação cuidadosa, individualizada e baseada em conhecimento atualizado. Afinal, proteger a saúde também significa compreender que cada fase da vida apresenta necessidades diferentes.